segunda-feira, 2 de maio de 2011

Agressividade

Cabe-nos refletir de onde ela vem, porque nos acomete vez ou outra. Um sentimento minúsculo brota da gente acompanhado de orgulho ferido, mágoa, rancor, frustração e um sentimento de inferioridade. Ela é apenas a expressão de algo maior não tratado dentro da gente.

Todos somos agressivos de uma maneira ou de outra. Os mais explícitos agridem fisicamente, demonstram poder e força, uma espécie de auto-afirmação diante de tantos sentimentos confusos, invariavelmente baseados no medo e nos sentimentos de perda.

Nazareno Feitosa acredita que basta que tenhamos nosso ego ferido para o orgulho aparecer, em seguida comportamentos agressivos serão conseqüências desse conflito.

Por que algumas pessoas são mais agressivas que outras?

Será apenas o medo o norteador de nossos comportamentos? A agressividade se faz presente através do verbo, no comportamento áspero, na indiferença. Nos mais tímidos ela aparece somatizada através de doenças, das manias, nos excessos de todo gênero, vícios (sexo, álcool, cigarro, gula, lazer, etc.), irresponsabilidades, inseguranças, toda espécie de apego: ao amor, à família, às amizades, o trabalho, etc.

Como minimizar a agressividade?

Penso que o primeiro passo é o reconhecimento, a aceitação de que temos falhas e defeitos e estamos aqui para tratar disso. Inúmeras experiências ao longo de nossas vidas apontam falhas e nos dão a oportunidade da reflexão, da pausa e de novas tentativas. O auto-conhecimento é fundamental para o entendimento de várias frustrações causadas por comportamentos destrutivos, que nos sabotam e denotam boas doses de nossa agressividade. Depois um sentimento terrível brota do peito e ficamos anestesiados algum tempo, num misto de tristeza, frustração e vazio, pra não falar da culpa.

O curioso é que quanto mais amamos mais demonstramos nossas fraquezas, nossos medos, e nossa agressividade. Mais expostos e frágeis ficamos e deixamos de lado todo o verbo correto e adequado aos discursos inflamados onde pensamos e refletimos antes de falar, como no trabalho, no associativismo, na política, etc. Quanto mais à vontade ficamos mais nos sabotamos. Dura conclusão.

Na verdade, a conclusão é que algo maravilhoso dentro da gente aparece quando ficamos mais à vontade: nosso verdadeiro eu. Uma excelente oportunidade de estudarmos o nosso Eu e tentar evoluir, principalmente, se tivermos que compartilhar com alguém nossos melhores momentos. Isso mesmo, por que não dizer melhores momentos, se temos a capacidade de filtrar tudo o que nos envolve? Tudo o que falamos, sentimos, refletimos e expomos às pessoas à nossa volta.

Fazemos faculdades, nos preparamos arduamente para o mercado de trabalho, depois buscamos incessantemente inovações em nosso meio profissional, aperfeiçoamento pessoal, técnicas disso e daquilo. Por que nunca fazemos uma faculdade de relacionamento interpessoal, auto-conhecimento, meditação, desenvolvimento de faculdades paranormais, etc. ? Por que não investimos na tentativa de minimizar nossos medos, crenças e paradigmas destrutivos?

Creio que ganharíamos uma enorme força ao ponto de atingirmos altos níveis de percepção nos relacionamentos familiares, pessoais e profissionais. Se passarmos a estudar todo e qualquer comportamento e de onde ele brota, começamos a perceber medos e comportamentos alheios, e, penso que a partir daí teremos mais compaixão com as pessoas e principalmente conosco.

Isso é ter inteligência? Maturidade emocional, opções de escolha, ser feliz ou infeliz, fazer o bem ou o mal? Penso que a partir daí alcançaremos elevados níveis de compreensão da humanidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário