Sempre que acreditamos ter atingido algum objetivo, deixamo-nos conduzir pelo orgulho e pela vaidade.
Certos de estarmos distantes de caminhos equivocados, seguimos dilatando, aos poucos, sentimentos de superioridade e, por mínimos resultados, caímos nas ilusões da soberba e da falácia.
Não sabemos perder nem tampouco comemorar. Exageramos na dose dos dois e, por mais que saibamos entender nossas limitações, frente ao sucesso, a vaidade fala alto.
Salutar seria ter prudência no que se deseja alcançar, pois, uma vez validados os esforços profissionais, decorrentes de um desejo prematuro, nos envolvemos em ilimitados atropelos que ferem a nossa sensibilidade e compreensão.
Preferimos enfrentar o desgaste dos desafios infindáveis, ante o caminhar contínuo no desenvolvimento da inteligência e da percepção.
Salientamos ações lastimáveis daqueles que preferem o caminho mais curto e incerto, como exemplo para nós.
Por outro lado, os desafios afinam nosso caráter e nos levam a percorrer novos caminhos, desvendando percepções desconhecidas.
Vale pena o sucesso, mas desde que não tenhamos muita consciência dele. Se limitarmos a nossa consciência à compreensão e a breve gratidão pelos resultados alcançados, não limitaremos esforços para a contínua busca de novos desafios.
Se não bem avaliado o sucesso, pode nos destruir ou nos deixar reféns do comodismo. Quantos de nós envaidecidos por qualquer esforço, se deixa levar pelas animações, elogios e atitudes fugazes? Podemos ser meros personagens da mídia enquanto nos permitirmos levar pelas aparências.
Acordemos para o trabalho incessante e à busca da reforma íntima. Do contrário, ficaremos limitados em um presente estacionado, ao que poderia ser um potencial exemplo de coragem, esforço e determinação recorrentes na busca de resultados mais elevados.

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