A época atual nos permite usufruir de inúmeros avanços, relacionados à tecnologia, às ciências, à astronomia, aos meios de comunicação e transporte, etc.
A sociedade sofre profunda transformação. E o nosso radar, infelizmente, está ajustado aos noticiários imperativos, repletos de escândalos, muitos eventos de natureza negativa e tudo que se liga ao comércio e à supervalorização do aspecto material, em detrimento dos valores e da cultura, porquanto nossa descendência se projeta em meio ao modismo de sua época, escassa no resgate de uma identidade cultural e no alicerce seguro, seja ele cristão, filosófico ou doutrinário.
É perceptível notar como somos levados ao excesso de pensamentos que, diariamente, tumultuam a nossa mente.
A ciência já consegue provar, há algum tempo, que o pensamento gera uma onda eletromagnética. Nessa mesma linha de raciocínio, quanta energia deve ficar acumulada em nossa atmosfera, oriunda de pensamentos desorganizados ou desequilibrados de milhares de pessoas? Vale refletir...
Estaríamos transmitindo para o nosso meio ou em nossa atmosfera terrestre, uma energia relativamente densa, gerada e acumulada por meio de pensamentos tumultuados e complexos. E se pensarmos, ainda, no que deve acontecer com essa energia...
Atentos às nossas necessidades de bem-estar, nem nos damos conta da importância de desenvolver o nosso íntimo, buscando o refúgio seguro em nós mesmos. Ideal seria recorrer ao entendimento da prece para a compreensão de nossas limitações, nas experiências do caminho.
Enquanto estamos dormindo um espetáculo se faz presente todos os dias, nos chamando a atenção para um despertar sutil e atento aos sinais da vida. Da mesma forma, podemos participar diariamente de uma visão majestosa rumo ao lar que nos acolhe.
A vida nos traz, diária e continuamente, sinfonias belíssimas ao som dos pássaros, paisagens deslumbrantes ao pôr-do-sol, momentos inesquecíveis em companhia de corações amigos e afetos e percepções únicas em momentos de reflexão e prece.
Acostumados à cobrança contumaz da sociedade que nos estimula à competitividade, ao desenvolvimento da carreira, à independência financeira, à diversão inconsequente, ao apreço da beleza e eterna juventude, nos esquecemos de que tudo passa, e nesse vão de momentos fugazes, nosso maior patrimônio está edificado nos valores da fé, da inteligência moral, no respeito à vida e à natureza e na consciência de que a nossa passagem aqui, embora única, nos levará a planos infinitamente melhores.
Só depende de nós.
Só depende de nós...
ResponderExcluirAchei esse artigo intrigante. Gostei muito Serena Dipità. Assinado: Um(a) fã.
ResponderExcluirSim, só depende de nós! Que bom que apreciaram, obrigada! beijos
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