segunda-feira, 2 de maio de 2011

Consciência



Por que ajudar alguém é importante?
Pra que ter indulgência para com as imperfeições alheias?
Se muitos são intolerantes comigo, por que eu deveria praticar o perdão?
Somente compreendendo as nossas imperfeições temos condições de dar um passo à frente. Nos esquecemos diariamente do quanto somos falíveis diante do universo, e nem precisamos elevar tanto a comparação.
Acredito que uma minhoca ou uma abelha seja muito melhor que eu, em diversos aspectos. Duvida?
Senão vejamos, ela acorda e vai trabalhar, ara a terra, sem preguiça, é responsável pela alimentação de muitos bichos, serve de isca e não reclama. E eu? Ah, reclamo sim! E espernearia muito se virasse isca de peixes. Eu então que sou de peixes, haha! Pois bem, provei que uma minhoca é mais produtiva e mais humilde do que eu.

Pai, será que sabemos o que estamos fazendo?
Observo quantas vezes somos veementes em nossas melhores expressões de verdade, ou de mentira, uma vez que juramos estar corretos e pouco depois descobrimos o quanto ingênuos fomos. Estou descobrindo que quanto maior a sabedoria, maior a capacidade de entendimento de que somos incapazes de perceber o quão falíveis somos. Inversamente proporcional à nossa percepção de bem estar. Quando achamos que estamos no caminho certo percebemos que as peças do quebra-cabeça estavam trocadas.
Consideramos que não há castigo, como também não há prêmio. Apenas experiências, vivências, buscar um estado de espírito de paz, em consonância com o nosso equilíbrio energético e vital. A busca pelo equilíbrio é o objetivo, ou pelo menos, deveria ser.

Quando recorremos às nossas melhores intenções da consciência, voltadas para o amor eterno e divino que habita em nós, praticamos atos e temos atitudes de boa vontade, independentes de qualquer religião, pois o amor está acima de tudo, qualquer filosofia ou doutrina.
Todos temos impulsos generosos e piedosos que, se bem observados, são reflexos pequeninos do que existe de divino em nós.
Será que basta apenas uma reflexão para alcançarmos a luz, o equilíbrio e a sabedoria divina? Se fosse tão fácil assim. Ah... a reforma íntima.
É preciso que se faça o bem. Até quando? Até o limite de nossas forças.
Aquilo que se resultou de nossa omissão no bem, pode nos encaminhar à irresponsabilidade, e a indiferença daquilo que poderíamos contribuir.

O destino infeliz que muitos têm ao final de suas jornadas terrestres seria resultado de uma total ignorância e indiferença no bem?

Servidores todos somos. Servimos aos clientes, aos familiares, aos amigos, ao patrão, ao(a) esposo(a), ao irmão necessitado, a Deus.
E a nossa consciência espiritual? Servimo-la também?

É possível definir o quanto damos bola para isso? Percebemos que diariamente somos levados pelos melhores e piores impulsos de sobrevivência, desenvolvimento, e manutenção de nossos relacionamentos.
Quem é que julga se estamos aquecendo o nosso coração e elevando a nossa alma com atos de amor, bondade e elevação moral?
A nossa consciência, e, não há juiz mais implacável do que ela. Cedo ou tarde ela aparece na sua maior força em nossa existência, e então começamos a buscar a paz e a iluminação interior.


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