quarta-feira, 5 de março de 2014



Notas Etéreas

Um vazio no peito pode nos levar a busca pelo desconhecido que ainda habita em nós. Aprofundar-se nele requer coragem, pode trazer insegurança.

A soma de nossas fraquezas e medos não compreendidos e aceitos pode tomar conta de nossos pensamentos, levando-nos à falência de nossas melhores intenções.

Um dia de cada vez
Retidão de pensamentos
A confiança no futuro
A oração e o agradecimento
São elementos indispensáveis para o encontro de nosso equilíbrio, paz e ao reencontro de nós mesmos.

Uma melodia tocada ao longe, um piano contando a história de alguém.
As lembranças são como as notas de um instrumento, sutis e etéreas. Não fazem sentido se tocadas isoladamente, mas combinadas entre si, formam belas melodias, que nos tocam a alma.

E a música tão fugaz como o tempo, dura apenas um instante, assim como uma paisagem que aparece, de repente, no trem de nossa memória, mas permanece sempre no livro de nossas vidas.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A insegurança

Pode ser bem ou mal direcionada. 
A caminho do bem, podemos usá-la ao nosso favor, buscando o desenvolvimento pessoal e nos libertando das amarras do orgulho. 
Nesse sentido, vamos nos reformando intimamente, entendendo que só cresceremos à medida que compreendermos, de verdade, a dor do outro.

A insegurança pode, também, nos inclinar ao mal. Se, dentro de nós, o orgulho permanecer, mascarado pela insegurança, pode transformar nossas angústias em ímpetos desajustados, distorcendo nossas percepções e nos deixando estacionados em pobres e medíocres concepções, além de egoístas.
Nossa visão fica distorcida enquanto fingimos desamparo. Deixamos-nos, ainda, levar pela inércia do sossego, pra não dizer preguiça.
Massacramos os menos orientados, explorando sua ignorância e permitindo o falecimento de nossas sensações de culpa. 

Se soubéssemos discernir melhor; se pudéssemos compreender um pouco além, teríamos mais paciência, julgaríamos menos, seríamos mais corajosos em direção ao necessário aprimoramento pessoal; interromperíamos nossas constantes lutas contra a humildade, deixando apenas o amor, a bondade e o afeto se manifestarem mais vezes.

Imperativo seria frear nossos impulsos e respeitar, sobretudo, os momentos de dor e de aprendizado de todos, ajudando quanto possível.

Compreenderíamos, também, que não adianta a pressa e o atropelo porque é na sinergia das almas que encontramos a paz e o equilíbrio.
Sossegaríamos a nossa mente buscando compreender que o nosso porto seguro está nem tão perto, nem tão longe, apenas dentro da gente.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Amor Próprio



Equivocado, é quase sempre, o nosso entendimento acerca dos fatos ocorridos.
Incompreendidos, é como nos sentimos, porquanto temos dificuldade para entender o que se vai ao íntimo.

Mal entendemos nossas atitudes; mal compreendemos as nossas “verdades”; tampouco respeitamos os nossos limites.

Complicamos demais a nossa vida e, um dia, quando estivermos olhando para trás, pensaremos se todas as realizações fizeram algum sentido, e se estiveram de acordo com o sentido verdadeiro das coisas. {Perdõem-me o uso do termo "coisas", mas quis simplificar ao máximo}

Compreenderemos, completamente, a realidade que nos cerca, no dia em que, verdadeiramente, olharmos para o universo que habita em nós.
Tornaremo-nos conscientes da realidade na medida em que desenvolvermos o nosso amor próprio. 

Hoje, estamos habituados a olhar para frente, enfrentar obstáculos, superar desacertos, ganhar conhecimento, resolver conflitos e, de repente, quando paramos, pensamos fazer novas descobertas, encontrar soluções desconhecidas quando, na verdade, tudo está se voltando para um caminho já conhecido e ensinado, há muito tempo, por Aquele que nos mostrou que a nossa essência se volta, sempre, à simplicidade das coisas.

Tão logo consigamos aceitar e compreender as nossas mazelas, alinhar os passos junto Àquele que nos guia, perceberemos que a felicidade está na união do nosso amor próprio, ao próximo e a Deus.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O sofrimento abala emoções, traz certo desequilíbrio e afoga o nosso orgulho






Essencial à maturidade de nosso espírito, o sofrimento faz-nos perceber a nossa pequenez diante da vida e a extensão da nossa capacidade de transformação interior, buscando o reequilíbrio e a paz.

Costumeiros ao lidar com problemas voluntários, esquecemos de que não somos vítimas nem algozes, mas, somos os dois, alternando nossos estados de alma entre os caminhos percorridos.

Desejosos de nos livrar de todo o mal, busquemos o reequilíbrio interior, mesmo que para isso deixemo-nos desequilibrar nas incertezas da vida, nos tropeços do caminho, nas quedas necessárias e nas lições do dia-a-dia. Faz parte viver assim.

Que nos dias do porvir, permitamos sentir as boas vibrações ao nosso redor, afastando os pensamentos infelizes e seguindo adiante à alcançar um importante objetivo: evoluir no trabalho do bem.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Impressões



A todo instante ganhamos novas oportunidades de aprendizado.
Com amigos expressamos sentimentos e trocamos experiências.
As amizades, tão importantes em nossas vidas, ganham maior expressão quando deixamos de lado o orgulho e os julgamentos de toda natureza. Assim, a interação passa a ocorrer espontaneamente.

A todo instante a vida nos traz oportunidades de amadurecimento.
Com as surpresas desagradáveis, os conflitos diários e com as diversas dificuldades estamos continuamente crescendo.

Construindo valores, ganhando habilidades e desenvolvendo talentos, trabalhamos o campo das emoções e, se bem sucedidos, ganhamos alguma sabedoria.

A cada descoberta percebemos quão grande é o nosso desconhecimento geral e, por vezes, nos vimos julgando precipitadamente sobre os fatos. Se aceitarmos que todas as experiências trazem valioso aprendizado, teremos uma bagagem rica de valores imperecíveis ao tempo, uma percepção ampliada e impressões transformadas. E, essas impressões só farão sentido se transformadas em novas formas de amar.

sábado, 3 de março de 2012

O amor nos espera


Por vezes, me vejo refletindo sobre o amor e se temos a compreensão necessária para percebê-lo. Distantes, ainda, do desapego, pensamos encontrar, algum dia, aquilo que achamos ser o amor. Todavia, nos esquecemos de que o amor não pode ser atribuído à responsabilidade de alguém.

Ele está dentro de nós.

O amor começa no coração, mas se expressa por meio de nossa mente, que comanda nossas emoções, pensamentos, palavras e ações.

Por que o medo de amar?

Simplesmente porque o amor nos transforma, mostra o que temos de melhor e pior. E, se não há autoconhecimento, equilíbrio e desapego, sufocamos o outro, achando que podemos controlar os seus sentimentos.

No intuito de buscar proteção, evitar perdas e decepções, cerceamos nossa espontaneidade e rotulamos o amor.

Como complicamos as coisas.

Num estado de alerta automático esquecemo-nos de SER e buscamos o TER. Imaginamos que, de posse de nossas conquistas, seremos mais amados. E, depois de alcançar alguns sonhos, achamos que as nossas conquistas estarão em permanente manutenção, numa espécie de autoconservação.

Despidos de humildade tornamo-nos arrogantes, soberbos e também ignorantes. Até que a vida traga desafios, perdas e nos mostre que o sofrimento é necessário para lapidar o nosso espírito arredio.

O amor nos espera. Não distante de nós, mas em nossos corações. 
Na compreensão de que temos uma vida inteira para aprender e nos desenvolver; tornar o belo uma constante apreciação; exercitar a nossa compaixão na dor do outro e compartilhar pensamentos elevados, deveríamos querer doar sempre o nosso melhor, pelo outro, pela sociedade e automaticamente para nós. Porque essa doação é simples e brota do coração.

O amor nos espera. E, dentro de nós. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Faz parte


De vez em quando ficamos surpresos com alguns comportamentos diferentes do que temos praticado.

Problemas que chegam a nós, situações difíceis vividas ou mesmo em provocações, de qualquer natureza, tendemos a reagir negativamente.

Sem frear impulsos falamos e agimos sem pensar, desrespeitando, muitas vezes, nossos valores, crenças e estágios de equilíbrio já alcançados.

Faz parte.

Estamos aqui para continuamente aprender, até que cheguemos a um estado mais avançado de equilíbrio moral e emocional.

Algumas doses de autorreflexão, paciência e humildade são necessárias para reavaliar atitudes e praticar a reforma íntima.

O amor é o elemento fundamental para o entendimento, aceitação e reavaliação de nossos comportamentos e atitudes.

Faz parte.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Quanto mais você sabe menos você acredita



Depois de algum tempo você chega a uma simples conclusão. Que a vida te prega algumas peças. Que tudo é relativo e não existe verdade absoluta. Não dá pra julgar nada nem ninguém, principalmente porque as verdades dependem da concepção que cada um tem sobre determinado assunto e é fato que a verdade, na verdade, não pode ser considerada a única verdade verdadeira. Assunto complexo? Nada verdade não! Muito simples.
Ao passo em que entendemos determinado assunto, ou achamos que entendemos, inúmeros pontos de vista surgem e nos despertam para um infinito de possibilidades.
Há aqueles que defendem a exatidão das coisas, são objetivos e por vezes suas teorias são relacionadas com as ciências exatas. Mas, mesmo a matemática pode ser interpretada. Quer ver? “Toda derivada pode ser interpretada como uma taxa de variação”. Aí está!
O gênio da física, Albert Einstein, aos 66 anos nos afirmou:
"Havia este mundo enorme, que existe independentemente de nós, seres humanos, que permanece diante de nós um enigma gigantesco e eterno, acessível, pelo menos em parte, à nossa inspeção e ao nosso pensamento. A contemplação deste mundo acenava como uma libertação. O caminho para este paraíso não era tão confortável nem tão atraente como o caminho para o Paraíso religioso; mas mostrou-se digno de confiança e nunca me arrependi de o ter escolhido."
Por fim, ao passo em que enxergamos novos caminhos, surgem dentro de nós pensamentos assimétricos, passamos a aceitar possibilidades antes inexistentes, excluímos verdades absolutas e contrariamos razões que a própria razão desconhece.
Quanto mais você sabe menos você acredita.

domingo, 13 de novembro de 2011

Cultive o novo



Que bom é poder viajar, experimentar novas situações e desafios, preparar a bagagem mental para novas possibilidades, reciclar conhecimento, ganhar cultura e diversão.
Concordo com aqueles que amam viajar e cuidam para estar  preparados às novas descobertas, deixando o antigo para trás.
Porque a cada viagem, você retorna para casa diferente. E nunca será o mesmo; não se importará em começar tudo de novo. Numa nova aventura.
Euforia, tensão e agitação nos embalam até o aeroporto, certos de que algo novo nos espera.
Qualquer coisa pode acontecer. Uma frustração que exigirá iniciativa e gentileza de nossa parte, pois em raras exceções eu vi alguém tentando ajudar com real interesse.
Sem a intenção de julgar alguém ou qualquer coisa, acho que é uma opção de vida escolher se relacionar aos gritos, fazendo exigências, ou usar da persuasão, inteligência e gentileza para conquistar o que deseja, mesmo que isso seja apenas ganhar um pequeno sorriso nalguma compra.
Nem sempre conseguimos nos expressar adequadamente, porquanto a vida nos traz desafios e problemas que nos tiram do sério.
Pessoas relapsas, amigos ingratos, servidores preguiçosos, gente mal humorada tem por toda a parte. Mesmo quando nos vemos em situações privilegiadas, onde estamos com a "razão", passamos por algumas dificuldades.
Saber se relacionar é algo que se conquista aos poucos. A compreensão, a paciência e flexibilidade devem ser bem dosadas até que se alcance o desejado ponto de equilíbrio.
Até onde estamos dispostos a abrir mão de nosso orgulho e vaidade para aceitarmos uma responsabilidade que não é nossa e que herdamos por pura displicência do outro?
Até onde somos humildes para assumir um erro mesmo estando com a razão?
Somos intolerantes às falhas porque queremos que tudo funcione perfeitamente ao nosso redor, mas somos perfeitos em nossas decisões, ações e pensamentos?
Acredito que o sucesso das relações seja a razão entre a flexibilidade de raciocínio e a humildade de espírito.
Estar aberto para o novo, aproximar-se de gente interessante, cultivar bons amigos, experimentar novos desafios, culturas, aprender uma nova língua, manutenir nossa mente com bons pensamentos, cuidar de nossa dieta espiritual, são alguns dos fatores que nos estimulam e nos tornam pessoas mais inteligentes, criativas, interessantes,  felizes e, sem dúvida alguma, melhores para nós e consequentemente àqueles que convivem conosco. 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Serendipità: Case-se com você

Serendipità: Case-se com você: Sensação boa é quando uma mulher entra num ambiente, lotado de preferência, e desfila acompanhada. Nesse momento ela se sente bem, orgulh...