Se na infância recebemos exemplos que moldam o nosso caráter e modelam a nossa percepção da vida, talvez, na adolescência, venhamos a consolidar as impressões que vimos recebendo e, em alguns casos, timidamente, iniciamos a expressão de nossos sentimentos e opiniões.
É uma fase transitória, que nos causa muito desconforto e insegurança. Nela passamos a refletir e refinar tudo aquilo que vínhamos acreditando.
Por meio de comportamentos confusos, os extremos se manifestam e, por vezes, vibramos negativamente, gerando revolta e desequilíbrio em nós mesmos.
Uma fase bonita, porém delicada, onde a base de nosso caráter está se solidificando, necessitando de muita paciência, tolerância e orientação de nossos pais.
Um momento de profunda doação daqueles que nos amam, pois em meio às desavenças vamos construindo e expressando nossos pontos de vista, com excessos de autoafirmação e, mesmo sem querer, magoamos aqueles que nos protegem, porquanto desafiamos conceitos e paradigmas de acordo com o nosso nível de iniciativa ou respeito, embora, muitas vezes, conflitos de opinião nos levam a desafiar nossos próprios pensamentos, quem dirá daqueles que são egoístas e agressivos conosco.
Não deveríamos ser forçados a acreditar nisso ou naquilo, porque todos merecem uma opção de escolha, e, em meio a elas, podemos receber apoio e orientação daqueles que, gentilmente, nos apresentam oportunidades de crescimento.
Extremamente necessário, nos dias de hoje, os adolescentes receberem um tratamento de qualidade pelos pais, compreendendo que seus filhos merecem uma orientação mais adequada, menos imposta, alinhando entendimentos e esclarecendo pontos de vista contrários.
Quem sabe se somente assim, os jovens de hoje serão adultos mais preparados para o amanhã; assertivos para questionar a sociedade, desenvolver o raciocínio lógico e maduro, ter autoconfiança e segurança para expressar suas verdades e lutar pelos seus objetivos.

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