É preciso saber viver
Quantas pessoas encontramos em nossas vidas, especiais em sua maioria, que nos dão belos exemplos e nos ensinam por meio de suas maneiras de pensar e agir.
Imperfeitas quando acreditam que seus ideais são os melhores caminhos para se viver. E, perfeitas, quando, em sua simplicidade e humildade, demonstram suas experiências, dando-nos também liberdade de escolha.
Urge refletirmos nesse aspecto e eliminar possíveis vícios de comportamento, uma vez que nós mesmos tendemos a direcionar os caminhos daqueles que convivem conosco.
A medida que ganhamos alguma sabedoria, por mínima que seja, passamos a refletir que quanto mais estudamos mais percebemos a extensão de nosso desconhecimento.
Percebemos que a sabedoria não está diretamente ligada ao conhecimento e à idade mas sim às percepções que se ganha ao longo da vida, aliadas ao respeito pelas crenças e opiniões alheias, à humildade, à amizade e ao carisma, que pode ser desenvolvido naturalmente.
Percebe-se que costumes e teorias mudam ao longo das gerações. Desta forma, será essencial lutar por crenças e paradigmas, se todos eles sofrerão modificações ou mesmo serão extintos, em sua grande maioria?
Muitos considerados loucos no passado, por defenderem teorias absurdas, filosofias e novas doutrinas, além de idéias impressionantes, foram e são reconhecidos como gênios na atualidade.
Paga-se um preço elevado os precursores das ciências, dos grandes feitos, das descobertas, aqueles que codificam uma teoria, filosofia ou doutrina de grande utilidade para a humanidade.
Nós, ainda por termos uma compreensão limitada e egoísta, não aceitamos facilmente aqueles que se destacam, que são impressionantes, pois toda mudança exige de nós tolerância, flexibilidade e inteligência emocional para lidar com novos desafios, situações que nos tiram de nossa zona de conforto, ou simplesmente que nos levam à reflexão.
Atualmente, estamos vivendo a era da informação excessiva, que nos faz, por outro lado, desenvolver uma certa preguiça mental para questões que exigem de nós uma compreensão mais abstrata, menos lógica e racional.
Consciente ou inconscientemente deixamo-nos levar pelas facilidades de nossa época, esquecendo-nos do quão é relevante abstrair a nossa mente, criar momentos "ociosos" onde nada seja feito, pelo menos do ponto de vista material.
Observamos que os mais sábios controlam suas emoções e pensamentos, não se permitindo julgar precipitadamente ou se deixando enganar quanto às primeiras impressões de suas experiências ou no contato com as pessoas.
Poucos de nós têm essa compreensão e atitude, mas aqueles que as possuem, mesmo não se valendo dos conhecimentos científicos e acadêmicos, sobressaem-se nos relacionamentos interpessoais.
São pessoas agradáveis de se conviver, respeitosas, alegres, e, em sua simplicidade, nos encantam.
Ao longo da vida podemos ter inúmeras oportunidades de crescimento, algumas que eventualmente criamos, porquanto a nossa capacidade e características de personalidade pedem por novas experiências, e outras que ganhamos de presente.
Será que sabemos viver?
Conscientes de que tudo passa, será que estamos dispostos a usar a nossa inteligência emocional a fim de abstrair e transformar os acontecimentos à nossa volta em experiências únicas?
É preciso saber viver.
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