Por vezes, me vejo refletindo sobre o amor e se temos a compreensão necessária para percebê-lo. Distantes, ainda, do desapego, pensamos encontrar, algum dia, aquilo que achamos ser o amor. Todavia, nos esquecemos de que o amor não pode ser atribuído à responsabilidade de alguém.
Ele está dentro de nós.
O amor começa no coração, mas se expressa por meio de nossa mente, que comanda nossas emoções, pensamentos, palavras e ações.
Por que o medo de amar?
Simplesmente porque o amor nos transforma, mostra o que temos de melhor e pior. E, se não há autoconhecimento, equilíbrio e desapego, sufocamos o outro, achando que podemos controlar os seus sentimentos.
No intuito de buscar proteção, evitar perdas e decepções, cerceamos nossa espontaneidade e rotulamos o amor.
Como complicamos as coisas.
Num estado de alerta automático esquecemo-nos de SER e buscamos o TER. Imaginamos que, de posse de nossas conquistas, seremos mais amados. E, depois de alcançar alguns sonhos, achamos que as nossas conquistas estarão em permanente manutenção, numa espécie de autoconservação.
Despidos de humildade tornamo-nos arrogantes, soberbos e também ignorantes. Até que a vida traga desafios, perdas e nos mostre que o sofrimento é necessário para lapidar o nosso espírito arredio.
O amor nos espera. Não distante de nós, mas em nossos corações.
Na compreensão de que temos uma vida inteira para aprender e nos desenvolver; tornar o belo uma constante apreciação; exercitar a nossa compaixão na dor do outro e compartilhar pensamentos elevados, deveríamos querer doar sempre o nosso melhor, pelo outro, pela sociedade e automaticamente para nós. Porque essa doação é simples e brota do coração.
Na compreensão de que temos uma vida inteira para aprender e nos desenvolver; tornar o belo uma constante apreciação; exercitar a nossa compaixão na dor do outro e compartilhar pensamentos elevados, deveríamos querer doar sempre o nosso melhor, pelo outro, pela sociedade e automaticamente para nós. Porque essa doação é simples e brota do coração.
O amor nos espera. E, dentro de nós.

A consciência que tens de tua capacidade de doação, Aline,já revela a grandeza do teu espírito. Eu gosto muito de repetir, para as pessoas que me são caras, o pensamento de um filósofo cristão, que li, durante a minha juventude: "o homem é e se faz mesmidade pela doação". A tua afirmação de que devemos "exercitar a nossa compaixão na dor do outro"... é edificante, pois contempla, em sua essência, os ensinamentos de Cristo. Beijos,fiques com Deus!
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